JUVENTUDE & TRABALHO · RELATÓRIO · DIVERSIDADE
Juventude Periférica e Trabalho
O que o jovem da periferia revela sobre a cultura da sua empresa.
Um retrato de como jovens das classes C, D e E entram, ficam e crescem no mercado de trabalho, longe dos estereótipos geracionais: o que buscam, o que enfrentam e como as empresas cumprem a Lei da Aprendizagem.
2.154
jovens ouvidos
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Mitos sobre a geração confrontados com a vida real de jovens CDE
Análise das fiscalizações da Lei da Aprendizagem em 2024
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O ESTUDO EM NÚMEROS
O tamanho da nossa escuta.
Pesquisa online com 518 jovens de classe CDE de 15 estados, entre janeiro e fevereiro de 2025, mais 4 rodas de conversa em São Paulo, Belo Horizonte e Recife e a base Santo Caos de 2023 e 2024. Somamos a isso os dados do Ministério do Trabalho e Emprego obtidos via Lei de Acesso à Informação.
518
jovens CDE na pesquisa online, em 15 estados
47
jovens em 4 rodas de conversa
1.636
jovens da base Santo Caos, de 2023 e 2024
37.097
fiscalizações do MTE analisadas
QUAL MENSAGEM RESUME O ESTUDO?
O jovem periférico quer trabalhar. A empresa não está pronta.
Entre os jovens que já trabalharam formalmente, 3 em cada 4 começaram antes da maioridade. Do outro lado, poucas empresas cumprem a cota de aprendizes e muitos jovens relatam pressão para aceitar abusos e manter o emprego.
“Eles não sabiam o que fazer com jovens aprendizes.”
3/4
começaram a trabalhar antes dos 18 anos
20%
das empresas fiscalizadas cumprem a cota de aprendizes
40%
já se sentiram pressionados a aceitar abusos para manter o emprego
O QUE O ESTUDO RESPONDE
Perguntas que o estudo responde.
Para além dos estereótipos sobre a geração, o estudo ouve quem trabalha cedo e por necessidade.
Por que os jovens das classes C, D e E começam a trabalhar?
Que tipo de vaga eles buscam de verdade, e o que pesam antes de se candidatar?
A meritocracia vale para quem vem da periferia?
Como discriminação e assédio aparecem nas primeiras experiências de trabalho?
O que faz um bom lugar para trabalhar na visão desses jovens?
As empresas cumprem a Lei da Aprendizagem e sabem desenvolver aprendizes?
O que você encontra no estudo completo
Quatro mitos sobre a juventude confrontados com dados e histórias reais
Motivações, vagas desejadas e critérios para aceitar um emprego
Discriminação, assédio e pertencimento no ambiente de trabalho
Carreira, futuro e o papel da escola e dos cursos no preparo
Perfil da amostra: gênero, raça, idade, renda e escolaridade
Análise das fiscalizações da Lei da Aprendizagem em 2024
ACHADOS
Quatro números para levar para a reunião.
42%
dos jovens CDE trabalham para ajudar financeiramente em casa.
Ter o próprio dinheiro aparece para 24%.
63%
querem vagas administrativas. Só 11% buscam empreender.
O mito de que o jovem despreza a CLT não se sustenta.
8%
dos jovens CDE já foram promovidos ao longo da carreira.
Entre os jovens das classes A e B, 18%.
59%
dos jovens periféricos não se sentem seguros em relação ao futuro.
“Nadando em um mar de incertezas”, resumiu um deles.
O PROBLEMA POR TRÁS DOS DADOS
O problema não é a geração. É a porta de entrada.
Jovens que querem trabalhar encontram vagas de entrada que pedem experiência, aprendizes tratados como faz-tudo e lideranças que não sabem desenvolvê-los. Isso não se resolve com campanha de employer branding: se resolve nos critérios de contratação, no preparo da liderança e nos rituais que fazem o jovem pertencer.
POR QUE A SANTO CAOS
Desde 2013, a Santo Caos ajuda empresas a transformar cultura em sistema: discurso, decisões, dinâmicas, dinheiro e design trabalhando juntos. Incluir a juventude periférica entra nesse sistema como prática de gestão, da contratação ao desenvolvimento.
+180 clientes · Desde 2013 · Juventude e trabalho
Sua empresa contrata jovens ou só cumpre tabela?
Se os jovens entram, mas não crescem nem pertencem, o problema está no sistema. A gente pode ajudar a encontrar onde.
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